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CASAMENTO

C A S A M E N T O

POR: PHILIP YANCEY

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Certa vez, tarde da noite, ouvi o que dizia um ator durante entrevista em um programa de televisão. “Diga-me”, disse o apresentador David Letterman, “você é um símbolo sexual que atua em todo tipo de excitantes papéis com mulheres maravilhosas. Como isso se compara à vida real, longe das telas?”

O ator lembrou a Letterman que era casado e feliz havia vinte anos. Então ele disse: “Eis a diferença em poucas palavras. Nos filmes, a vida gira basicamente em torno do sexo e, vez por outra, em torno dos filhos. A vida de casado gira principalmente em torno dos filhos e, vez por outra, em torno do sexo”.

O sexo é uma força tão poderosa que um jovem pode ter dificuldade em compreender como outras coisas podem conseguir ofuscá-lo.

A maioria das pessoas casadas, a exemplo do ator, lhe dirá que o sexo conjugal não é tão fácil nem tão importante como eles imaginavam antes do casamento. Sim, ele expressa intimidade e dá prazer. Mas grande parte do casamento consiste em tomar decisões a cada dia, administrar complicações de carreira e agenda, criar os filhos, negociar diferenças, fazer mágica com as finanças e todos os outros esforços que fazem parte do dia-a-dia de um lar.

O casamento esvazia as ilusões sobre o sexo que a mídia nos incute diariamente.

Poucos de nós vivem com supermodelos cheias de apetite sexual. Em vez disso, vivemos com pessoas normais. Homens e mulheres que têm mau hálito, odor corporal peculiar e cabelos despenteados; que menstruam ou eventualmente passam por disfunção erétil; que ficam de mau humor e nos envergonham em público; que dão mais atenção às necessidades de nossos filhos que às nossas.

Vivemos com pessoas que precisam de compaixão, tolerância, compreensão e uma interminável oferta de perdão. O mesmo se aplica à perspectiva de nossas parceiras e parceiros. O irônico poder do sexo é assim: atrai-nos para um relacionamento que promete ensinar-nos o que mais precisamos: O AMOR SACRIFICIAL.

Toda pessoa casada que conheço se pergunta, eventualmente, se não casou com a pessoa errada. Por esse motivo, precisamos de algo mais que um relacionamento edificado sobre emoções momentâneas. Precisamos de algo suficientemente grande para cercar todas as circunstâncias, e não sermos cercados por elas.

Os antigos votos de casamento estipulam o compromisso exigido no matrimônio: “Na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, para amálo(a) e honrá-lo(a), até que a morte nos separe, de acordo com a sagrada ordenança de Deus...”.

Para a maioria de nós, anos são necessários, às vezes toda uma vida, para percebermos o significado da união com outra pessoa. Aprendemos os pontos fortes e fracos uns dos outros, conseguindo dividir forças. Aprendemos quando ir em frente e quando recuar. Quando silenciar e quando impor um desafio.

À medida que duas pessoas independentes compartilham uma realidade comum, ocorre aos poucos um tipo de transfiguração. Surge um “segundo amor”.

Aos 33 anos de casamento, tenho dificuldade em separar meu ponto de vista do de minha esposa. Ela me ensinou tanto sobre a natureza humana que, quando lido com pessoas, encaro-as ao mesmo tempo através de seus olhos e dos meus.

Não consigo imaginar uma viagem internacional sem levar em conta o seu gosto por comidas, suas observações sobre uma cultura estrangeira, sua percepção das belezas. No decorrer de longo tempo, depois de muita oração e grande esforço, algo novo passou a existir: UMA UNIÃO SELADA POR DEUS. É essa união que nos possibilita enfrentar pressões econômicas, mudanças de endereço, doenças e a perda de familiares e amigos, sem excluir os prazeres que nos atraíram um para o outro logo de início. O que a afeta, me afeta; o que me afeta, também a afeta.

Casei-me imaginando que o amor nos manteria unidos. Em vez disso, aprendi que precisava do casamento para ensinar-me o que significa o amor.